Empreendedorismo como desenvolvimento pessoal

 

Estimular o empreendedorismo é uma prática fundamental para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Além de despertar neles os desejos de serem donos dos próprios negócios e de terem controle sobre suas carreiras, eles aprendem a buscar soluções inovadoras para todos os desafios que se apresentam ao longo da vida nos âmbitos pessoal, social e profissional.

Afinal, ter um perfil empreendedor vai além de abrir o próprio negócio. É ser capaz de tomar decisões importantes, mediar conflitos, lidar com prazos, antecipar adversidades, planejar recursos, ser resiliente diante das frustrações e interagir com as mais diversas personalidades. Trata-se de uma postura comportamental que norteia as atitudes do indivíduo na busca por seus objetivos.

Mas o que significa, na prática, incentivar o empreendedorismo? Um bom começo é focar as crianças em início de vida escolar, promovendo atividades lúdicas que trabalhem a criatividade e a cooperação. Ao entrarem na adolescência, os estudantes podem começar a explorar habilidades como administração financeira, marketing, negociação e liderança, para que eles cheguem ao ensino superior considerando a possibilidade de implementar novos negócios e transformá-los em fonte de renda.

Uma prova de que a criatividade e a habilidade de empreender não têm idade são os casos de crianças que desenvolvem soluções e produtos capazes de competir em pé de igualdade com negócios tradicionais. Um exemplo é o do norte-americano Robert Nay, que tinha apenas 14 anos quando desenvolveu o jogo “Bubble Ball”, que se tornou o mais baixado da App Store em 2011. O garoto utilizou tutoriais de internet para programar o game, que acabou desbancando o gigante “Angry Birds”.

Atualmente, já existem instituições cientes da importância do incentivo ao empreendedorismo e que buscam quebrar o paradigma educacional, como é o caso do Sebrae-MG, por exemplo. E esse tipo de iniciativa já se reflete nos números. A quantidade de jovens na faixa etária de 18 a 24 anos que são donos dos próprios negócios aumentou de 18,9%, em 2017, para 22,2%, em 2018, segundo dados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que estuda a atividade empreendedora no Brasil e no mundo.

A existência de instituições como essa indica uma tendência de modernização no sistema educacional brasileiro, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A difusão de uma cultura empreendedora deve ser foco de gestores educacionais em todas as esferas, para que os inúmeros empreendedores em potencial não esperem se decepcionar com o mercado de trabalho tradicional para, depois, começarem a colocar em prática suas ideias inovadoras de negócios.

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